Como fazer um diagnóstico financeiro completo em 6 passos

Como fazer um diagnóstico financeiro completo em 6 passos

Fazer um diagnóstico financeiro é importante para quem deseja ter uma vida financeira mais saudável. Você quer reorganizar o seu orçamento, sair das dívidas e começar a investir? Então precisa entender como anda o seu dinheiro.

Esse processo funciona como um raio-x das suas finanças, ajudando a enxergar onde estão os desequilíbrios, quais hábitos precisam mudar e como direcionar seus recursos de forma mais consciente.

O diagnóstico financeiro também é uma ferramenta de autoconhecimento. Ele mostra quanto você ganha e gasta, e também define como essas decisões influenciam seu futuro financeiro. A seguir, veja como fazer um diagnóstico financeiro na prática!

1. Liste todas as suas fontes de receita

O primeiro passo é identificar de onde vem o seu dinheiro. Isso inclui o salário, comissões, rendimentos de investimentos, vendas, trabalhos extras e até benefícios eventuais. Ter essa visão completa ajuda a saber exatamente o quanto você ganha por mês e o quanto pode planejar de forma realista.

Muitas pessoas acabam superestimando a renda, esquecendo que há variações ao longo do tempo. Por isso, é interessante calcular uma média mensal considerando os últimos três a seis meses. Dessa forma, você diminui as surpresas no caminho e cria uma base mais estável para o próximo passo.

2. Organize todas as despesas fixas e variáveis

Agora é hora de olhar para o outro lado da balança: os gastos. Divida todas as suas despesas entre duas categorias:

  • despesas fixas: como aluguel, condomínio ou financiamentos imobiliários;
  • despesas variáveis: como lazer, delivery, roupas, presentes e assinaturas.

Ao anotar tudo, inclusive os pequenos gastos do dia a dia, você começa a perceber padrões de consumo que muitas vezes passam despercebidos. Ferramentas como planilhas, aplicativos financeiros ou até o extrato bancário podem ajudar muito nessa etapa.

O objetivo aqui não é se culpar, mas entender onde o dinheiro está indo. Esse é o momento de identificar o que pode ser ajustado, substituído ou até eliminado, especialmente se há gastos que não agregam tanto valor à sua rotina.

3. Analise suas dívidas e compromissos financeiros

O terceiro passo do diagnóstico financeiro é olhar para suas dívidas com clareza. Liste todas elas, como empréstimos, parcelamentos, cartão de crédito ou cheque especial, e anote informações importantes como:

  • valor total;
  • taxa de juros;
  • e prazo de pagamento.

Essa análise é essencial para montar um plano de quitação eficiente. Comece priorizando as dívidas com juros mais altos e busque alternativas para renegociar condições com as instituições financeiras. 

Se você é microempreendedor, também vale revisar obrigações tributárias e financiamentos ligados ao seu negócio.

Veja também: Planejamento financeiro para empresas

4. Calcule seu grau de endividamento

O grau de endividamento é um indicador financeiro para avaliar a saúde econômica de uma pessoa ou empresa. Ele mostra qual parte da sua renda está comprometida com dívidas e ajuda a identificar o risco de superendividamento.

Saber esse número é importante porque ele revela se o nível de endividamento ainda está sob controle ou se é preciso agir com urgência. Veja como é fácil calcular o grau de endividamento:

  • (Total de dívidas ÷ Renda mensal ou Total de ativos) × 100 = Grau de endividamento

Por exemplo, se uma pessoa tem R$ 3.000 em dívidas e uma renda mensal de R$ 1.500, o cálculo será 200%. Esse valor é considerado muito alto, pois indica que as dívidas são duas vezes maiores que a renda mensal, um sinal claro de superendividamento.

Para pessoas físicas, um grau de endividamento abaixo de 30% é considerado saudável, pois indica que o orçamento ainda tem espaço para imprevistos. Já para empresas, um índice de até 50% costuma representar equilíbrio, mostrando que há uma boa relação entre capital próprio e capital de terceiros.

Quando o indicador ultrapassa esses limites, é hora de reavaliar os gastos, renegociar dívidas e evitar novos empréstimos.

5. Avalie seu patrimônio e reservas financeiras

Além das receitas e despesas, o diagnóstico financeiro deve considerar o que você já conquistou. Faça um inventário do seu patrimônio, como:

  • bens móveis, como carros e motos;
  • imóveis e terrenos;
  • aplicações financeiras;
  • e participações em negócios.

Essa visão ajuda a equilibrar as contas, entender o seu patrimônio líquido, ou seja, a diferença entre o que você possui e o que deve, e então planejar o futuro com mais segurança.

Também é importante observar se há uma reserva de emergência. Idealmente essa reserva deve ser o equivalente a três a seis meses de despesas, pois ela é a sua principal proteção contra imprevistos.

6. Reflita sobre seus hábitos e defina objetivos

Por fim, o diagnóstico financeiro também envolve os comportamentos atuais e futuros. Reflita sobre seus hábitos de consumo, quais são as suas prioridades hoje e o que pode ser melhorado.

Você costuma gastar por impulso? Tem o hábito de adiar decisões financeiras importantes? Faz escolhas pensando no longo prazo? Essas perguntas ajudam a identificar padrões que influenciam o seu equilíbrio financeiro.

Com base nas respostas, estabeleça objetivos realistas, como reduzir gastos, quitar uma dívida específica ou começar a investir todos os meses.

Ao entender sua realidade financeira com clareza, você cria condições para tomar decisões mais equilibradas e alinhadas aos seus objetivos de vida.

E você não precisa fazer isso sozinho. Na Sicredi Dexis, acreditamos que o bem-estar financeiro caminha junto com o desenvolvimento das pessoas e das comunidades.

Por isso, oferecemos conteúdos didáticos em nossos cursos de Educação Financeira, que ajudam você a colocar em prática cada passo rumo ao equilíbrio financeiro. Basta se tornar associado para começar a aproveitar!

Com conhecimento e planejamento, é possível sair das dívidas e alcançar mais tranquilidade no dia a dia. Saiba também como uma cooperativa de crédito Sicredi pode ajudar sua vida financeira!

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